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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Resumo da matéria - Turismo - 8º ou 9º Ano

Mäyjo, 15.07.09

Sei que as aulas já acabaram (por agora) e que estamos em época de férias (para alguns!).

Mas este é um espaço que pretende ser um banco de informação para ajudar os alunos, sempre que necessário. Assim, deixo aqui um resumo de um tópico que tem tudo a ver com a altura do ano: O TURISMO!

 

O resumo não é de minha autoria, e para dizer a verdade perdi o link. Assim, se o autor por aqui passar, peço desculpa por não dar os respectivos créditos (é só deixar a informação que será de imediato actualizado).

 

TURISMO

 

 

É bastante difícil definir turista, devido a que se trata da actuação de um indivíduo/pessoa em viagem, cuja decisão foi tomada com base em várias percepções, motivações, restrições, interpretações e incentivos, o que representa as suas manifestações, atitudes e actividades, tudo relacionado com factores psicológicos, educacionais, culturais, étnicos, económicos, sociais e políticos, entre muitos outros. Essa viagem engloba uma multiplicidade de agentes institucionais e empresariais desde que o viajante parte até que volte ao seu local de destino.
Poder-se-á dizer que esta situação também se estende ao próprio turismo como sector de actividade que, sendo fundamentalmente económica, tem igualmente significados, implicações, relações e incidências tanto sociais como culturais e ambientais.
É importante salientar que a ONU (Organização das Nações Unidas), elaborou a sua definição de turista em 1954, e esta define que: “Será turista, qualquer pessoa que permaneça num país estrangeiro mais de 24 horas e menos de 6 meses, sem distinção da raça ou religião”.
Contudo, a definição de turista deve ser confrontada com a definição de turismo, isto é, o conjunto de relações e fenómenos produzidos pelo deslocamento e permanência de pessoas fora do seu local habitual de residência, desde que estes não sejam motivados por uma actividade lucrativa principal, permanente ou temporária.
Segundo a Organização Mundial do Turismo, a expressão "turismo cultural", aponta no sentido de englobar os movimentos de pessoas que obedecem a motivações essencialmente culturais, onde podemos incluir modalidades diversas como viagens de estudo, digressões artísticas, viagens culturais, visitas a sítios e monumentos históricos que têm por objecto a descoberta da natureza, o estudo do folclore ou da arte, entre outras, devendo assim, distinguir o turismo cultural dos efeitos culturais do turismo.
O turismo pode ser entendido como um fenómeno complexo implicando um sentido de relação social em muitas esferas da vida social, uma  forma de colonialismo e de conquista de amizade, um tipo de relações étnicas, um processo de aculturação, uma forma de migração, um símbolo de liberdade e das características de escolha pessoal do individualismo ocidental.
A identificação dos tipos de turismo resulta das motivações e das intenções dos viajantes, podendo seleccionar-se uma enorme variedade, dada á grande diversidade dos motivos que levam as pessoas a viajar.
A diversidade de motivações turísticas traduz-se por uma diversidade de tipos de turismo. Como as regiões ou os países de destino apresentam também uma grande diversidade de atractivos, a identificação dos vários tipos de turismo permite avaliar a adequação da oferta existente ou a desenvolver  ás motivações da procura.
Embora as razões que levam os homens a viajar sejam  extremamente variadas e, muitas vezes, se misturem na mesma pessoa, é possível distinguir certos tipos de turismo
Poder-se-á dizer que o turismo alternativo divide-se em seis campos, isto é: nas motivações, características dos praticantes, destinos preferidos, tipos de alojamentos, organização das viagens, e controlo e gestão da actividade. Este, não pode ser definido por um ou outro destes componentes, mas, pela presença obrigatória de todos eles e pelas relações vitais mantidas entre eles.
 
Este tipo de turismo é realizado pelas pessoas de menor nível de rendimentos, viajando na sua maioria, em grupos, sendo escassos os seus gastos, a sua permanência de curta duração, ocupando, em regra, os estabelecimentos hoteleiros de menor categoria e os meios complementares de alojamento (parques de campismo, apartamentos, quartos particulares, entre outros).
Assim, podemos apontar as seguintes características ao turismo de massas:
·   Os motivos que estão na origem das deslocações prendem-se, fortemente, com a necessidade de evasão ao meio e com o efeito de imitação;
·   Nas deslocações, a preferência, nos transportes, é dada ao automóvel, ao autocarro, aos voos “Chart “;
·   A época de férias situa-se, predominantemente, no Verão, em especial, em Julho e Agosto, no caso Europeu;
·   Utiliza-se geralmente, alojamentos de baixa categoria;
·   O turismo de massas orienta-se, em particular, para os centros de maior concentração turística;
·   É muito afectado pelos movimentos políticos e sociais e fortemente condicionado pela situação económica e pelas medidas de carácter restritivo.
 
A massificação passou a ser uma característica inerente ao turismo que se irá acentuando com o cada vez maior acesso  das pessoas ás viagens.
À medida que se acentua o grau de urbanização, que aumentam os rendimentos e se banaliza a informação aumenta a aparência das pessoas pelas viagens que tendem a passar, normalmente, as suas férias fora da área  da sua residência.
O aumento do  grau de massificação do turismo daí resultante leva á intensificação da utilização das infra- estruturas e equipamentos turísticos, á excessiva utilização dos espaços e, muitas vezes, á sua destruição, perverte a calma e o repouso que está na origem de importantes correntes turísticas, degrada os monumentos e os centros históricos e destrói o património natural mais sensível.
A massificação do turismo é um facto inelutável e seria absurdo lutar contra ele ou ignorá-lo. O que é fundamental, é compreender e conhecer com profundidade os fenómenos que provoca e tomar as medidas que evitem os seus efeitos nefastos, ou seja, o acesso indiscriminado  e massificado a esses bens turísticos  pode destrui-los ou danifica-los irremediavelmente. Em muitos casos, já é impossível  visitar alguns monumentos históricos, como palácios ou mesmo museus em virtude das multidões que os invadem impedirem a observação dos objectos expostos.
O turismo alternativo é sugerido como a mais apropriada forma de desenvolvimento turístico nos países em vias de desenvolvimento, em vez do turismo de massas favorecido por muitos governos. Mas, os turistas interessados neste tipo de turismo estão frequentemente interessados em atracções especificas, particularmente de animais, de montanha, de locais culturais ou das pessoas, que não devem ser encaradas não apenas na óptica de motivações e atracções, mas também do relacionamento entre elas.
Existem várias modalidades de turismo alternativo. Entre estas, podemos referir vários conceitos e definições, de entre os quais destacam-se:
·   O Turismo Étnicosignifica viagens para o meio social dos indígenas onde os turistas interagem com os residentes locais, visitando as suas casas, observando a sua rotina diária, e participando em acontecimentos rituais;
·   O Turismo Cultural enfatiza os estilos de vida do passado representados através de desempenhos e festivais. Este faz parte de um conjunto em que cartões postais, recordações, livros, cafetarias e honorários livres constituem elementos essenciais dos pacotes;  
·   O Turismo Histórico envolve visitas a monumentos, museus e ruínas de importância histórica.
Inserido no turismo histórico encontra-se o Turismo Literário. Este constitui um meio que permite ás pessoas conviver  com determinadas fantasias, não apenas sobre livros e autores favoritos, mas também um conjunto de outras atitudes  e outros valores culturalmente assumidos. Nesta óptica o turismo é uma forma de expressão  cultural e de comunicação que envolve a apropriação de imagens entre diferentes sistemas simbólicos.
·   O Turismo Ambiental orienta-se para actividades em áreas remotas de interesse paisagístico. Este pode também designar-se por turismo ecológico ou Ecoturismo  referindo-se a turistas que viajam para um determinado sítio natural, tendo apenas em conta a amenidade e o valor recreativo resultantes do contacto com alguns aspectos do mundo natural.
·   O Turismo Recreativo representa a participação ou a observação de actividades desportivas.  
·   O Turismo Religioso há que distinguir entre turistas religiosos, que visitam um destino de significado para uma religião especifica, que pode não estar relacionada com uma viagem de lazer ou fazer parte de uma viagem de objectivos múltiplos, sendo parte de peregrinação e parte de férias, e turistas de herança religiosa, que viajam em grupo de afinidade com uma orientação especifica religiosa, nunca encarando a sua deslocação de herança  religiosa como férias, ainda que possa ser um módulo dentro das férias.  
·   Turismo Desportivo  no âmbito desta rubrica há que distinguir entre turismo desportivo, isto é, aquele que é praticado pelos próprios turistas e o desporto turístico, isto é, a actividade de espectáculo público em que os turistas participam como espectadores. O turismo desportivo é aquele que tem maior interesse para o turismo do que o desporto turístico porque este tem percentualmente menor projecção para os turistas e os núcleos receptores não poderiam subsistir com atracções constituídas por espectáculos periódicos de uma actividade desportiva. O turismo desportivo permite uma melhor organização da oferta turística pela resposta a motivações múltiplas, como pode transformar-se num produto turístico consistente e duradouro.
Entre as várias modalidades genericamente classificáveis como turismo alternativo destacam-se as vocacionadas para o desporto e actividade física, mas há que Ter em conta que as atitudes das pessoas  face a modalidades de turismo alternativo, nomeadamente as relacionadas com a natureza, ou identificáveis com o turismo activo, dependem logicamente, da idade, embora, em certos casos, de uma forma aparentemente contraditória.
Nos domínios do desporto, as motivações e as modalidades mais atractivas encontram-se também em mudança.   A típica actividade de lazer e desporto deve ser encarada como um elemento suplementar entre actividades de férias disponíveis, pois, nos programas de férias, as actividades desportivas  são importantes na fase inicial em que as pessoas fazem a transição difícil entre o tempo de trabalho, sempre orientado pela eficácia, e o comportamento contemplativo e o relax de férias.
É também de salientar que se tem assistido nos últimos anos a um desinteresse  crescente pela prática desportiva tradicional, dando prioridade às actividades lúdicas, perfeitamente inscritas num contexto consumista e individualista. Assim, as actividades de ar livre aparecem, como alternativa para a ocupação de tempos livres, promovendo-a, de forma competitiva ou não, entre os seus praticantes, pelo que hoje, o desporto e a cultura deverão encontrar estratégias comuns.
Perante a diversidade dos conceitos de turismo alternativo, turismo rural, agroturismo, turismo verde e expressões semelhantes, pode admitir-se que contribuem para a confusão reinante e criam mitos novos num mundo saturado de velhos mitos, lendas e fantasias que conduzem ao engano e ao fracasso. Há que terminar com a crença de que as empresas turísticas vendem sonhos e bens imateriais, pois trata-se de bens e serviços perfeitamente tangíveis  de qualidade perfeitamente tangíveis, de qualidade perfeitamente exigível e controlável.
As denominações convencionais do turismo de sol e praia, turismo passivo, turismo de desporto e aventura, cultural e de itinerários, de negócios e incentivos, e tantas outras, podem substituir-se por produtos turísticos tipificados em função das actividades incluídas no plano de deslocação de ida e volta, que podem ser monográficas ou combinações de muitas actividades diferentes, ainda que igualmente normalizados e susceptíveis da aplicação tecnológica  dos módulos produtivos, sendo assim possível contemplar todas as motivações, todas as distâncias, todas as durações temporais e todos os países.
É importante salientar algumas apreciações sobre o fenómeno turístico. Assim apresenta-mos os seguintes aspectos:
·   Riscos decorrentes de uma avaliação sumária e restrita das componentes e das vertentes desta actividade e da atitude dos responsáveis políticos e empresariais, na relação entre a oferta e os segmentos de mercado a atingir, o que é particularmente válido quando se pretende simplesmente optar entre turismo de massas e modalidades de turismo activo ou alternativo.  
·   Há também que fazer a distinção entre férias e turismo, isto porque, as férias podem ser gozadas no próprio local de residência, enquanto que o turismo só se assume quando acontece viagens para distâncias diversas, dando como exemplo a estadia mínima de 24 horas.
·   Uma viajem não significa obrigatoriamente turismo, como pode acontecer com emigrantes que se deslocam para o local de trabalho (mas não quando visitam o país de origem) e com os que o fazem por razões políticas.
·   Se nos restringirmos às implicações económicas e culturais de férias e viagens, poderemos concluir que existem sempre, em maior ou menor grau, pois as pessoas em férias, mesmo no seu lugar de residência, consomem geralmente mais do que durante o resto do ano, podem visitar museus entre outros locais de interesse turístico. Todos aqueles que viajam utilizam meios de transporte, alojamento, restauração e podem também visitar instalações de interesse cultural.
·   Subsistem pois, algumas imprecisões conceptuais, quando se explicitam, conjuntamente ou em separado, as múltiplas implicações económicas, sociais, culturais e políticas de férias, viagens e turismo.